Quero agradecer os vários emails que tenho recebido e o carinho de todos que me visitam. Criei esse blog com o único objetivo de trocar ideias no trabalho com crianças na igreja. Também posto as lições de cada trimestre, que retiro do site http://www.advir.com/criancas/ onde baixo todos os auxiliares. Por isso não vejo a necessidade de colocar aqui, todas as partes de cada lição. Até quando puder continuarei postando apenas as histórias das lições, que estão nos auxiliares. Além de atividades e outras coisas mais. Espero estar ajudando e gostaria também de receber ideias novas. E assim continuar com esse site, que considero um trabalho na obra de Deus. Um grande abraço. Malu

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Vende-se um Irmão

Lição 10 dos Juvenis 6 de março de 2010

Verso Para Memorizar
“A testemunha fiel dá testemunho honesto, mas a testemunha falsa conta mentiras.” Provérbios 12:17.
Referências
Gênesis 37:12-35; Patriarcas e Profetas, p. 208-212.

Resumo da Lição
Os irmãos de José, ao sentirem ciúme, reagiram com impetuosidade e venderam seu próprio irmão como escravo. Eles mentiram para seu pai e disseram que José havia sido morto por um animal. Jacó ficou triste e chorou por seu filho durante muitos dias.
Esta lição fala sobre comunidade. A comunidade cristã pode apoiar as pessoas, ajudando-as a lidar com os problemas de maneira positiva, não mentindo, não sendo desleais nem violentos. Para viver em harmonia na comunidade é necessário ser honesto e positivo.

Estudo da Lição
Introduzindo a História Bíblica
Quem pode contar uma experiência real de quando sentiu que um amigo ou parente não entendia você? (Dar tempo para respostas somente se os alunos desejarem falar.) Vocês já passaram por uma situação em que sentimentos maus, talvez até falar palavrões ou brigar, pareciam ser a única maneira de lidar com um conflito? Como “falar a verdade com amor” parece ser mais eficiente? (Permitir e conduzir os alunos que desejarem comentar.)
Estamos ainda considerando a história de José e seus irmãos.

Vivenciando a História
Pedir que os alunos se revezem na leitura dos versos de Gênesis 37:12-35. Quando terminarem, dividir a classe em três grupos. Dar a cada grupo um saco contendo os seguintes objetos: uma ovelha de brinquedo ou gravura, uma camiseta ou jaqueta de várias cores, dinheiro de brinquedo.
A história de José e seus irmãos trata de muitas coisas: honestidade, resolução de problemas, inveja, lealdade, violência. Como em muitas outras situações, os irmãos poderiam ter parado de agir daquela forma a qualquer momento e a história teria um fim diferente. Debatam o que os irmãos poderiam ter feito de diferente em vários pontos da história e encenem de maneira mais positiva a resolução do problema com José. Vocês podem usar os itens que estão dentro da sacola como acessórios. Preparem-se para compartilhar sua encenação com a classe e responder perguntas sobre a razão de terem escolhido esse fim para a história.

Explorando o Texto Bíblico
Vejamos o que a Bíblia nos diz sobre sermos honestos e falar a verdade. Escrever no quadro ou na cartolina as seguintes passagens:
Salmo 51:6
Filipenses 4:8
João 17:17
João 16:13
Provérbios 12:19
Efésios 4:15
À medida que os alunos forem lendo os textos, fazer as perguntas abaixo. Pedir que um aluno escreva as respostas no quadro ao lado do texto correspondente.
Onde a verdade começa?
Salmo 51:6 (dentro de nós).
Como se adquire a verdade?
Filipenses 4:8 (pensando sobre ela).
De onde vem a verdade?
João 17:17 (a Palavra/ou Verbo, que é Deus).
Quem nos guia à verdade?
João 16:13 (o Espírito Santo).
Qual é a consequência da mentira? E de falar a verdade?
Provérbios 12:19 (vida passageira ou encurtada; vida eterna).
O que faltou na vida dos irmãos de José?
Efésios 4:15 (falar a verdade com amor).

Aplicação da Lição
Situação
Um carro blindado desce a rua principal de uma grande cidade. O tumulto e a agitação diária de pessoas ocupadas e apressadas foram interrompidos por uma visão inesperada. Várias sacolas com dinheiro caem do carro. Muitas pessoas correm no meio do tráfego para pegar uma ou duas sacolas. Os carros cantam pneus ao parar e buzinas tocam enquanto as pessoas correm com as sacolas de dinheiro. Quando o motorista do carro blindado vê pelo retrovisor as sacolas caindo, para. Mas milhares de dólares já haviam sido roubados.
De todas as pessoas que roubaram o dinheiro, uma senhora devolveu uma nota de 20 dólares que seu filho ganhou de um amigo. Todos os demais ficaram com o dinheiro.
Analisando
O que você teria feito? O que faria se conseguisse pegar algum dinheiro sem que ninguém visse? É difícil ser honesto? Lembrem-se de que
MOSTRAMOS RESPEITO PELOS OUTROS QUANDO SOMOS HONESTOS E AUTÊNTICOS.

Partilhando a Lição
Afirmações Verdadeiras
Escrever no quadro as palavras HONESTIDADE e AFIRMAÇÃO. Uma afirmação é uma expressão positiva de uma crença. Se você pensa “quero ser uma pessoa honesta”, poderia mudar para “sou uma pessoa honesta”.
Ler novamente os textos da seção Explorando o Texto Bíblico e dar alguns minutos para que os alunos escrevam uma afirmação para cada texto. Em seguida, pedir que partilhem com o restante da classe.
Analisando
Qual a importância de fazer uma afirmação como se já fosse verdade? (A mente começa a trabalhar para mudar o processo imediatamente.) Por que as afirmações são importantes?
(Elas nos ajudam a declarar ideias importantes, o que nos faz mudar, pela graça de Deus.)
Pense em uma pessoa com a qual você possa partilhar uma afirmação esta semana. Use uma das frases que acabou de criar, mude de “eu” para “você”. Por exemplo, procure um colega da escola e diga: “Eu sei que você é uma pessoa honesta; você sabe que...” Dar aos alunos a oportunidade de expressar suas afirmações e com quem desejam compartilhar. Finalmente, dar oportunidade aos alunos de encorajar uns aos outros na classe, seguindo o exemplo dado.

Nós e os Demais

Lição 10 dos Adolescentes 6 de março de 2010

Texto Bíblico: Atos 15:1-17.
Comentário: Atos dos Apóstolos, capítulos 19, 20 e 21.
Verso Bíblico: Atos 15:8-11.

I. SINOPSE
A história abordada na lição desta semana ilustra o objetivo principal de nossa missão e mostra-nos como podemos lidar com problemas relacionados à política, às preferências pessoais, às tradições e às práticas cotidianas.
Na época em que esta história ocorreu, os gentios estavam começando a “abrir as portas” para conhecer o amor de Cristo, mas os judeus criam firmemente que para ser um seguidor de Cristo a pessoa deveria ser um judeu praticante. Com o passar do tempo, as tradições e os costumes judaicos se enraizaram tanto que o povo tinha muita dificuldade em separar a verdade das tradições. Por essa razão, a igreja primitiva realizou um concílio – uma Assembleia da Associação Geral ou uma reunião administrativa – para lidar com os problemas que haviam surgido. Paulo, Barnabé e Pedro participaram do concílio presidido por Tiago. A discussão foi intensa, pois a igreja, a fé e a vida eterna são questões muito importantes e dignas de serem discutidas e estudadas. Nesse concílio histórico, o amor pelo evangelho prevaleceu e os servos de Deus abraçaram com grande convicção o fundamento da fé – a graça de Cristo demonstrada no Calvário e assegurada por Sua ressurreição é um presente a TODOS os seres humanos, concedido gratuitamente e sem preferência de raça, gênero, idade ou classe social. Outro elemento importante que contribuiu para o sucesso desse concílio foi o relato de Paulo e Barnabé sobre a maneira maravilhosa como Deus estava atuando entre os gentios (Atos 15:12). O relato selou o concílio com um senso de renovação do propósito e do compromisso com a missão dada por Cristo.
Esta lição nos oferece a oportunidade de encararmos a dura realidade dos problemas e das tradições existentes entre os cristãos. Mostra-nos como reavivar o coração de nossa missão através de testemunhos da atuação maravilhosa de Deus e nos lembra a razão de estarmos aqui.

Aplicando a História
(Para Professores)
Após ler com seus alunos a seção Estudando a História, use as perguntas a seguir, em suas próprias palavras, para discutir com eles.
Leia a história e sublinhe as frases que para você são as mais importantes para compreender essa passagem bíblica.
Desenhe um círculo ao redor de todos os personagens ou grupos de pessoas mencionados na história.
Em sua opinião, quais foram as dinâmicas sociais e religiosas que ocorreram na época da igreja do Novo Testamento?
Quem são “alguns homens” que exigiram que os cristãos gentios fossem circuncidados? Em sua opinião, qual era o foco espiritual desses indivíduos?
Por que Paulo e Barnabé foram para Jerusalém e por que você acha que passaram pelo território gentio a caminho do concílio com os apóstolos?
Qual é o “jugo” mencionado por Pedro em Atos 15:10?
Após o discurso de Pedro, Paulo e Barnabé relataram aos líderes da igreja primitiva as histórias dos cristãos gentios que conheceram durante a viagem missionária. De que maneira essa história os impressionou? Qual é a importância de histórias como essas para as decisões que tomamos hoje?
O que Deus está tentando nos dizer através dessa história?

Perguntas Adicionais Para os Professores
Sempre que as pessoas se unem em prol de uma causa digna surgem diferenças. De que maneira essas diferenças podem separar a igreja ou uni-la ainda mais?
O tema da discussão foi se os gentios deveriam seguir as tradições dos judeus (comer apenas carnes limpas, celebrar as festas religiosas, etc.) como parte de sua fé em Cristo. O que Cristo ordenou que ensinassem (Mateus 28:19 e 20) e o que eram apenas tradições e costumes?
Quais tradições fazem parte apenas de sua cultura? Há algum princípio bíblico para orientar-nos quanto ao que fazer e por que fazê-lo?
Utilize as passagens a seguir como fontes alternativas relacionadas à lição desta semana:
Mateus 20; Mateus 21; Atos 7:51-52; Romanos
12; 1 Coríntios; Apocalipse 14:12; 12:17.

Apresentando o Contexto e o Cenário
Use as informações a seguir para elucidar alguns aspectos da história para seus alunos. Explique em suas próprias palavras.
É provável que mais de 10 anos tinham se passado desde que Cristo ascendera ao Céu e a igreja começara a se expandir cada vez mais. Pedro e Tiago estavam ocupados trabalhando, ensinando os judeus e as pessoas intimamente ligadas à fé judaica. Paulo e Barnabé haviam iniciado o trabalho missionário entre os não judeus, os gentios.
Nessa época, havia certa estrutura e um procedimento estabelecido para lidar com os problemas que a igreja enfrentava. Houve períodos de fome e falta de dinheiro. Certos grupos se sentiram negligenciados (Atos 6). A igreja contava com a força e a liderança dos discípulos de Jesus, mas também sofria a resistência
dos fariseus e saduceus. As adversidades que haviam dificultado o ministério de Cristo não tinham desaparecido e precisavam ser enfrentadas (especialmente à luz do sermão de Pedro em Atos 2 e da defesa de Estêvão em Atos 9). Assim, surgiram discussões. Um dos temas principais de discussão relacionava-se à comida. Naquele tempo, era comum as pessoas utilizarem alimentos em rituais religiosos e depois venderem nos mercados.
Para isso, a comida era preparada de uma forma especial. Deus instruiu os judeus a sacrificarem os animais que serviriam de alimento de tal forma que o sangue fosse completamente drenado da carne. As doenças (e na mente dos judeus – o pecado) eram transmitidas pelo sangue. Mas os gentios que se tornaram cristãos não sabiam disso nem mesmo viam a necessidade de praticar essas coisas. Assim, surgiram as discussões.
A discussão abordada na lição desta semana foi iniciada por “alguns homens” judeus que passaram a ensinar que para os gentios serem salvos teriam que ser circuncidados. Talvez o preconceito e as tensões entre os judeus e os gentios ainda eram tão fortes que essas pequenas discussões serviram para expressar o que sentiam em relação um ao outro.
“Em toda sociedade ou grupo organizado há sempre dois lados representados: os conservadores, que olham para o passado, e os liberais, que olham para o futuro. Os judeus conservadores da igreja criam que não poderia haver salvação fora de Israel; portanto, todos os discípulos gentios deveriam ser circuncidados e observar as tradições judaicas.” – Jesse Lyman Hurlbut, The Story of the Christian Church, p. 26.
Essa história é um exemplo de como a igreja pode permanecer no caminho e focada na missão, mesmo em meio aos problemas. Eles superaram os conflitos da seguinte maneira:
(1) Pedro lembrou-os de que a graça divina é concedida a todas as pessoas da mesma forma, através da fé. (2) Paulo e Barnabé relataram as histórias dos milagres operados por Deus em favor dos gentios. (3) Tiago, o líder da igreja na época, permaneceu firme e focado na missão em vez de deixar que pequenas desavenças desviassem a igreja de seu objetivo. Em que essa história se assemelha aos nossos dias?

Resumo
Compartilhe os seguintes pensamentos, usando suas próprias palavras:
A história desta semana, a princípio, não parece apresentar uma boa visão dos cristãos primitivos, pois eles aparecem discutindo entre si se os gentios deveriam ou não ser circuncidados.
Para nós, parece ser uma questão trivial, mas para eles era muito importante. O que torna essa história inspirada foi a maneira como resolveram a questão! Pararam para pensar naquilo que realmente importava. Lembraram-se de como se haviam tornado discípulos de Cristo. Pedro deve ter se lembrado das muitas vezes em que tropeçou e da maneira maravilhosa como foi perdoado por Cristo e transformado em um grande líder. Tiago, irmão de Jesus, também teve suas dificuldades, assim como Paulo. Todos os cristãos presentes no concílio voltaram-se para as crenças fundamentais de sua fé e decidiram trabalhar em união. Pedro deu seu testemunho.
Paulo e Barnabé contaram as histórias da atuação maravilhosa de Deus. Tiago encerrou a questão e conduziu todos de volta à missão de levar o evangelho até os confins da Terra. Que função você está disposto a desempenhar na igreja hoje?

Dicas Para um Ensino de Primeira Linha
Contando Histórias
Quem não gosta de ouvir uma boa história? Muitos especialistas em educação revelam que as pessoas aprendem muito ao ouvir histórias. A ferramenta de ensino mais penetrante e inesquecível depois da experiência pessoal é o ato de contar histórias. Na verdade, muitas organizações estão trocando as apresentações em Power Point e os gráficos utilizados em suas reuniões pelo ato de contar histórias. Por quê? Porque as pessoas não mudam por causa de fatos, mas são transformadas pela experiência. As histórias levam-nos a refletir e a avaliar nossas atitudes, o que significa muito mais do que apenas convencer-nos de que algo é verdadeiro – elas podem levar-nos a mudar de vida.
Note como Paulo e Barnabé mudaram o rumo da discussão do concílio de Jerusalém ao contarem as histórias de sua viagem missionária (Atos 15:12).

Bordas para convites e lembrancinhas

domingo, 21 de fevereiro de 2010

INFORMATIVO

Fuga para a esperança – parte 1

NAEKUimage

A história de hoje vem do sul do Quênia (localizar no mapa).
– Um leopardo (Chita)! – Shinai ofegava. – Rápido! Vá para debaixo da cama!
Namu empurrou a irmãzinha para debaixo da cama em sua cabana de palha e barro. A pequena Naeku se escondeu contra a parede rústica. A cama, feita de pele de animal esticada sobre alguns galhos, não oferecia muita proteção, e as crianças tremiam quando ouviam o rosnar do animal próximo à entrada da cabana.
Cansadas, as crianças adormeceram embaixo da cama e o leopardo foi embora. Na manhã seguinte, ao acordar, Naeku saiu se arrastando de debaixo da cama e, trêmula, ficou perto do seu irmão. Sua fina camiseta não a aquecia do frio da manhã. Seu estômago roncava, mas ela sabia que não havia alimento em casa.
Namu, Shinai e Naeku são crianças massai. Elas moravam em uma pequena cabana chamada manyatta, nas planícies do sul do Quênia. A vida para essas crianças massai nunca foi fácil, especialmente depois que a mãe morreu no parto, e o pai passou a deixá-las sozinhas para afogar as mágoas na bebida. As crianças choravam pela falta de alimento e algumas vezes um vizinho lhes dava um pouco de leite de vaca.

A nova escola de Naeku

Certo dia, quando Naeku estava com 5 anos de idade, um homem veio conversar com seu pai. Eles conversaram um longo tempo. Então, o pai chamou Naeku e disse:
– Vá com esse homem. Ele levará você para a escola.
Obediente, Naeku seguiu o homem até o carro. Ela pensava no que poderia acontecer, mas estava muito assustada para perguntar. O homem percebeu seu temor e disse:
– Você irá gostar de sua nova escola. A vida será mais fácil ali.
A poeira subia enquanto o carro sacolejava pela estrada esburacada. Naeku estava com fome e sede, mas não reclamou. Logo chegaram a um conjunto de prédios. O homem parou o carro e uma mulher se aproximou e os cumprimentou. O homem apresentou Naeku àquela senhora, que era a diretora da escola. Tímida, Naeku ficou com sua cabeça curvada diante da senhora, para receber um toque leve em sua cabeça, um cumprimento comum nessa cultura. A diretora, gentilmente, chamou Naeku para conhecer seu novo lar.

Novas experiências

Elas entraram no prédio e ficaram em um quarto grande. Fileiras de camas se estendiam junto às paredes e no meio do quarto. Não eram como a cama de pele de vaca da casa de seu pai. Essas camas tinham colchão e cobertores macios!
– Esta é sua cama – a senhora disse sorrindo.
Naeku colocou seus poucos pertences em uma caixa e empurrou para debaixo da cama. Em seguida, acompanhou a senhora até outro cômodo onde encontrou um prato de mandioca cozida, matoke* e verduras. A diretora sorriu e acenou para Naeku; ela então sentou-se e comeu avidamente. Pela primeira vez, em meses seu estômago ficou cheio.
Depois, a diretora caminhou com Naeku pelo pátio, em direção a outro prédio. Naeku ouviu as crianças recitarem a lição em voz alta. Ela não sabia o que isso significava. Elas entraram na sala, e Naeku ficou olhando seu pé descalço, enquanto a diretora apresentava sua nova professora e colegas de classe. O prédio de blocos de concreto estava cheio de carteiras simples de madeira, mas Naeku nunca tinha visto algo tão bonito!

Amarga solidão

Naeku logo se acostumou com seu novo lar e suas atividades. Ela gostava muito da escola e rapidamente conseguiu acompanhar as outras crianças nos estudos. Mas quando chegava a noite, enquanto todos dormiam, ela sentia a solidão crescer dentro dela e pensava no irmão, sozinho, na cabana da família e na irmã que morava com a tia. Quando via que ninguém estava olhando, chorava sozinha. Ela queria que eles pudessem estudar e ter uma vida melhor, à semelhança dela, agora.
Na próxima semana vamos descobrir o que aconteceu a Naeku em sua nova escola. Enquanto isso, vamos orar pelas crianças massai que vivem em dificuldade e não têm oportunidade de estudar como nós. (Encerrar com uma oração.)

*Matoke é um tipo de banana que é cozida e amassada em forma de purê. É um alimento comum no Quênia e no leste da África.

Os massai são povos nômades, criadores de gado que vivem no sul do Quênia e norte da Tanzânia. A criação de gado é o meio de sobrevivência, e eles mudam de lugar com o objetivo de encontrar grama fresca para o gado. As mulheres e as meninas ficam atrás, enquanto os homens e os garotos levam os animais para um terreno de grama nova.

A maioria dos massai mora em pequenas casas, chamadas kraals ou bomas (swahili), feitas de estacas e rebocadas com barro. O kraal tem uma abertura para entrada, mas nem sempre tem porta para proteger os ocupantes dos animais selvagens.

ADORAÇÃO INFANTIL

Um Presente Gratuito

Verso para Memorizar: “Vocês receberam de graça; dêem também de graça” Mateus 10:8

Materiais
Bíblia, adesivos, ou algum outro presentinho para cada criança.
Lição Objetiva
Todos gostamos de receber coisas de graça! A Bíblia nos diz que embora o amor de Deus seja o mais valioso do mundo, Ele o dá gratuitamente. Hoje, vamos receber um presente e conversar a respeito de como podemos repartir o amor de Deus com os outros.
Tenho um presente para vocês. Recebi-o e gostaria que todos pudéssemos desfrutar dele. Entregue a cada criança um adesivo, ou outro item (não comestível). Mateus 10:8 nos diz a respeito da forma pela qual Jesus nos dá o que necessitamos. Leia o verso em voz alta. Jesus disse isso quando estava fazendo com que Seus seguidores se lembrassem de que deviam ajudar uns aos outros e cuidar uns dos outros. O amor de Jesus é gratuito! Nada temos de fazer para ganhá-lo! Ele apenas nos pede que o repartamos com os outros. A nossa história de hoje irá falar disso.

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História
Roxana vive em La Paz, Bolívia.
Ela não sabia da existência da Igreja Adventista do Sétimo Dia, até que um dia foi convidada por sua amiga e vizinha, Ivanna, para que a acompanhasse nas reuniões da Semana Santa.
Roxana aceitou e assistiu a todas as reuniões. Os programas eram tão bonitos bem como as atividades realizadas que ela ficou muito interessada e decidiu fazer os estudos bíblicos, “Eu Creio”.
O Espírito Santo foi trabalhando no coração de Roxana, com apenas 9 anos, até que um dia ela decidiu entregar sua vida a Jesus através do batismo. Tudo parecia ir muito bem, até que teve de enfrentar seus pais e irmãs, que pertencem a uma igreja evangélica. O mais difícil era levá-los a compreender a respeito do sábado.
Mas, como Deus ouve as orações! Com o tempo, veio outra bênção divina, e as irmãs de Roxana começaram a ir com ela para a igreja.
Hoje Roxana, seguindo o exemplo de sua amiga Ivanna, também convida outras crianças a conhecerem Jesus. Ela quer que muitas pessoas também recebam o precioso presente que ela já recebeu.
“Não há idade para trabalhar para Deus. Para mim, anunciar a Segunda Vinda de Jesus é algo que me emociona a cada dia”, Roxana diz. “Eu quero estar no céu com Jesus, mas também com muitas outras crianças!”
Roxana recebeu algo muito precioso de forma gratuita, e é feliz por repartir este presente com os outros todos os dias!